O magnésio como aliado na TPM

 

A síndrome pré-menstrual, também conhecida popularmente como tensão pré-menstrual (TPM), consiste em um conjunto cíclico de sintomas físicos, emocionais e comportamentais, que ocorrem repetidamente durante a fase lútea do ciclo menstrual e amenizam-se com o início do sangramento menstrual 1. A TPM é inerente a saúde da mulher e estima-se que entre 80% e 90% das mulheres, em idade reprodutiva, sejam acometidas com os sintomas da TPM 2.

 

Já foram descritos mais de 150 sintomas associados à TPM, sendo mais comuns: dor mamária, dores de cabeça, retenção de água, aumento de peso, acne, maior demanda energética, hipersensibilidade emocional, depressão e ansiedade, dores generalizadas e mudança do comportamento alimentar 3, 4.

 

No meio desse turbilhão de mudanças, os fatores nutricionais também são impactados, com alterações no metabolismo de diferentes vitaminas e minerais, incluindo o magnésio 5. Diante disso, evidências científicas demonstram que o status nutricional da mulher tem influência direta na ocorrência e na intensidade dos sintomas da TPM e que o aporte nutricional adequado está associado à redução dos sintomas da TPM 6.

 

O magnésio é um mineral essencial para mais de 600 reações metabólicas no organismo 7, e a sua deficiência tem sido associada à etiologia da TPM e a piora da intensidade e frequência de sintomas físicos e emocionais 8.

 

Dentre os sintomas físicos, estudos têm demonstrado que a suplementação com magnésio foi positiva no controle da retenção de líquidos que ocorre nesse período 9, e na diminuição de dores de cabeça 10. Além disso, o Mg atua como um importante relaxante muscular 11, capaz de reduzir a contração uterina, que caracteriza a cólica menstrual 11, 12.

 

No que tange as alterações emocionais, estas são decorrentes do efeito dos hormônios estrógeno e progesterona nos neurotransmissores 13. Diante disso, nutrientes como o Mg, que estão envolvidos na síntese e na liberação de neurotransmissores, podem amenizar os sintomas afetivos da TPM, como ansiedade, depressão, irritabilidade e isolamento social. De fato, um estudo clínico duplo-cego observou que a suplementação com esse mineral foi efetiva no tratamento dos sintomas de alteração de humor 14

 

Os estudos demonstram que, quando combinado com a má alimentação, o magnésio pode ser rapidamente depletado do organismo em mulheres acometidas pela TPM, além disso, muitos dos sintomas característicos desse período podem ser explicados pela sua deficiência 15. Dessa forma, a manutenção de níveis adequados desse mineral é uma estratégia simples e eficaz para amenizar os sintomas da TPM e para melhorar a qualidade de vida dessas mulheres. Procure orientação médica e saiba mais sobre os benefícios da suplementação de magnésio.

 

Produzido por: Pietra Sacramento Prado, BSc e Denise Dias, MSc.

 

Referências

  1. Friedman D., Jaffe A. J Reprod Med. 1985;30(10):715-719.
  2. Gao M., Zhang H., Gao Z., Cheng X., et al. Medicine (Baltimore). 2022;101(1):e28528.
  3. Ebrahimi E., Khayati Motlagh S., Nemati S., Tavakoli Z. J Caring Sci. 2012;1(4):183-189.
  4. Chocano-Bedoya P.O., Manson J.E., Hankinson S.E., Johnson S.R., et al. Am J Epidemiol. 2013;177(10):1118-1127.
  5. Sampaio H.A.C. Rev. Nutr. 2002;15(3):309-317.
  6. Hashim M.S., Obaideen A.A., Jahrami H.A., Radwan H., et al. Nutrients. 2019;11(8):1939.
  7. Yamanaka R., Shindo Y., Oka K. Int J Mol Sci. 2019;20(14):3439.
  8. Abraham G.E. Reprod Med. 1983;28(446).
  9. Walker A.F., De Souza M.C., Vickers M.F., Abeyasekera S., et al. J Womens Health. 1998;7(9):1157-1165.
  10. Facchinetti F., Sances G., Borella P., Genazzani A.R., et al. Headache. 1991;31(5):298-301.
  11. de Baaij J.H., Hoenderop J.G., Bindels R.J. Physiol Rev. 2015;95(1):1-46.
  12. Del Castillo J., Engbaek L. J Physiol. 1954;124(2):370-384.
  13. Halbreich U. Psychoneuroendocrinology. 2003;28 Suppl 3:55-99.
  14. Facchinetti F., Borella P., Sances G., Fioroni L., et al. Obstet Gynecol. 1991;78(2):177-181.
  15. Moslehi M., Arab A., Shadnoush M., Hajianfar H. Biol Trace Elem Res. 2019;192(2):145-152.

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