Síndrome do ovário policístico: será que a Astaxantina pode ajudar?

 

A astaxantina é um carotenóide com potente ação antioxidante1, e que está presente em frutos do mar como camarão, salmão, truta, caranguejo e lagosta, e de aves como flamingo e codorna2-4. Este composto possui propriedades antitumorais, foto-protetoras, anti-inflamatórias, antidiabética, antiobesidade e cardioprotetoras3, 5, 6, além de estar associada com a melhora da saúde ocular, da função motora, rejuvenescimento da pele, controle da arteriosclerose e prevenção da hipertensão arterial6-11.

 

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é um distúrbio endócrino-metabólico, muito comum (2 a 20% em mulheres em idade reprodutiva)12, caracterizado por oligo ou anovulação crônica, ovários anatomicamente policísticos e hiperandrogenismo. Este distúrbio, altamente hereditário e multifatorial, está associado a comorbidades, visto que, frequentemente, os indivíduos com SOP desenvolvem resistência à insulina, dislipidemia, esteatose hepática e obesidade, aumentando o risco do surgimento de doenças cardiovasculares e metabólicas, incluindo hipertensão diabetes, síndrome metabólica, além de estar vinculado com subfertilidade e complicações obstétricas13, 14.

 

O estresse oxidativo, uma condição que causa a morte de células, possui estreita relação com a fisiopatologia da SOP, pois favorece o hiperandrogenismo, a resistência à insulina, inflamação, a desregulação hormonal e dos ovários, impactando na fertilidade de mulheres em idade reprodutiva15. Felizmente, a suplementação com antioxidantes tem mostrado contribuir para a atenuação desse quadro16.

 

De fato, estudos clínicos e pré-clínicos têm mostrado que a astaxantina pode melhorar a sensibilidade à insulina1, prevenir o envelhecimento ovariano17, melhorar o desenvolvimento das células ovarianas e diminuir a inflamação, bem como a morte dessas células18, 19.  

 

Adicionalmente, a suplementação de mulheres com diagnóstico de SOP antes da reprodução assistida resultou em aumento da proporção de oócitos secundários (óvulos) e da taxa de oócitos (células que originam os óvulos) de alta qualidade, além de melhora da qualidade dos embriões16.

 

Converse com o seu nutricionista, caso você seja diagnosticada com a Síndrome dos Ovários Policísticos a fim de obter mais informações, bem como a suplementação de Astaxantina.

 

Referências

  1. Sztretye, M., et al. Oxid Med Cell Longev. 2019;2019:3849692.
  2. Guerin, M., et al. Trends in biotechnology. 2003;21(5):210-6.
  3. Miki, W., et al. Comparative biochemistry and physiology B, Comparative biochemistry. 1982;71(1):7-11.
  4. Maoka, T., Etoh, H. Some biological functions of carotenoids in Japanese food: CRC Press Boca Raton; 2010.
  5. Nagaki, Y., et al. Journal of Traditional Medicines. 2002;19(5):170-3.
  6. Aoi, W., et al. Antioxidants and Redox Signaling. 2003;5(1):139-44.
  7. Nakajima, Y., et al. J Pharm Pharmacol. 2008;60(10):1365-74.
  8. Tominaga, K., et al. Acta Biochim Pol. 2012;59(1):43-7.
  9. Chalyk, N.E., et al. Nutrition Research. 2017;48:40-8.
  10. Kishimoto, Y., et al. European journal of nutrition. 2010;49:119-26.
  11. Hussein, G., et al. Life sciences. 2007;80(6):522-9.
  12. Tavares, A., Barros, R.C.R. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41:37-43.
  13. Meier, R.K. The Nursing clinics of North America. 2018;53(3):407-20.
  14. Azziz, R. Obstet Gynecol. 2018;132(2):321-36.
  15. Koike, H., et al. Frontiers in Endocrinology. 2023;14.
  16. Jabarpour, M., et al. Scientific Reports. 2023;13(1):3376.
  17. He, W., et al. Poultry science. 2023;102(1):102258.
  18. Li, Y., et al. Sci Rep. 2022;12(1):7853.
  19. Eslami, M., et al. Cell journal. 2021;23(3):319-28.

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