A obesidade é definida como o excesso de gordura corporal, onde o índice de Massa Corporal (IMC) do indivíduo está acima da faixa de classificação saudável e de sobrepeso (estágio anterior a obesidade), que é igual ou superior à marca de 301. Já a Síndrome Metabólica (SM) refere-se a um conjunto de alterações hormonais e metabólicas caracterizadas pela intolerância à glicose (diabetes), hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade troncular ou abdominal, fatores que possuem como base a resistência à insulina2. Os parâmetros clínicos estabelecidos para o diagnóstico da síndrome metabólica são3:

 

  • Grande quantidade de gordura abdominal: cintura com mais de 102 cm (homens) e mais de 88 cm (mulheres);
  • Triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 150mg/dl ou superior;
  • Baixo HDL (“bom colesterol”): menos que 40mg/dl (homens) e menos que 50mg/dl (mulheres);
  • Pressão sanguínea alta: 135/85 mmHg ou superior, ou a utilização de algum medicamento para reduzir a pressão;
  • Glicemia de jejum elevada: 110mg/dl ou superior;

 

A ocorrência de três ou mais desses fatores caracteriza o diagnóstico para a SM, e indica que níveis mais altos de insulina, acima do normal, estão sendo necessários para a manutenção do funcionamento do organismo3.  A obesidade, portanto, é um dos critérios essenciais para o diagnóstico da síndrome metabólica. Simplificando, pessoas obesas não apresentam necessariamente a SM, mas pessoas diagnosticadas com SM são necessariamente obesas. Apesar de não apresentarem sintomas, ambas condições são fatores de risco para o desenvolvimento de comorbidades como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, e acidente vascular cerebral, por exemplo3. De fato, essas condições estão associadas a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular três vezes maior2.

 

A síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada à obesidade, resultando num grave problema de saúde pública. De fato, a prevalência de SM no Brasil foi estimada em 38,4% da população, afetando principalmente mulheres4. Já para a obesidade, a estimativa é que cerca de 41 milhões de adultos e 3,1 milhões de crianças e adolescentes estejam obesas1. Tal fato pode ser explicado devido a mudança de hábitos nos últimos anos, que incluem o aumento do estilo de vida sedentário, da má alimentação em excesso e da falta de exercícios físicos3. No entanto, vale ressaltar que certos indivíduos possuem uma maior pré-disposição à SM devido a condições metabólicas, desequilíbrio hormonal, uso de medicamentos, genética, etc3.

 

O tratamento e a prevenção dessas condições devem ser realizados por uma equipe multidisciplinar, com estratégias que incluem o aumento da prática de atividade física, a perda de peso, a adoção de uma alimentação saudável, e o uso de medicamentos, quando necessário. Além disso, tanto a síndrome metabólica quanto a obesidade geram um quadro de inflamação crônica no organismo. Estes indivíduos tendem a apresentar marcadores inflamatórios e de estresse oxidativo mais altos, gerando uma sobrecarga e um prejuízo das funções metabólicas, que podem resultar, inclusive, em vulnerabilidades do sistema imunológico. Dessa forma, a suplementação com antioxidantes e anti-inflamatórios naturais pode ser uma boa estratégia de terapia adjuvante.

 

Neste dia Mundial da Obesidade, a missão das organizações de saúde é divulgar as causas e consequências do abuso da alimentação industrializada, rica em açúcar e gordura, e da ausência de atividade física, que são os principais causadores de SM e obesidade. Essas doenças silenciosas aumentam severamente o risco de mortalidade e perda de qualidade de vida. Medidas preventivas nos hábitos cotidianos são capazes de diminuir seu desenvolvimento. Procure um médico regularmente e fique atento aos sinais.

 

Produzido por: Pietra Sacramento Prado, BSc.

 

 Referências:

  1. Ministério da Saúde Brasil. https://bvsms.saude.gov.br/04-3-dia-mundial-da-obesidade/#:~:text=Pela%20defini%C3%A7%C3%A3o%20da%20Organiza%C3%A7%C3%A3o%20Mundial,24%2C9%20kg%2Fm2. Accessed 19/01/2023.
  2. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). https://abeso.org.br/conceitos/obesidade-e-sindrome-metabolica/. Accessed 20/01/23.
  3. Ministério da Saúde Brasil. 2017; https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/#:~:text=O%20termo%20S%C3%ADndrome%20Metab%C3%B3lica%20descreve,doen%C3%A7as%20card%C3%ADacas%2C%20derrames%20e%20diabetes.
  4. Oliveira L.V.A., Santos B.N.S.d., Machado Í.E., Malta D.C., et al. Ciência & Saúde Coletiva. 2020;25.

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